maio 15, 2017

Solidão

Os bares já fecharam e o silêncio da insônia predomina por aqui.
Ao longe, gatos caminham silenciosamente entre os prédios e mexem nas sacolas de lixo.

Observo e eles já somem de vista. Outro aparece e logo some.
Entro no quarto, procuro minha carteira de cigarros e lembro que já não fumo.

Vou a cozinha e pego um copo d'água. Volto ao parapeito da varanda e bebo a água devagar olhando as estrelas. Ligo uma música esperando algum tipo de comunicação.

Penso na água e lembro da fumaça do cigarro. Volto meu olhar para algumas pessoas perdidas que caminham apressadamente pela madrugada.

A solidão me mata.

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