janeiro 22, 2017

Sumiços e dores

Todo dia, na sexta badalada do sino da igreja, seguia ao fim da rua, comprava um café e ficava aguardando a chegada dele. Um cigarro, outro cigarro, mais fumaça.

Não veio. O ritual se repetia, se repetia. Naquela tarde de sol de janeiro, pegou a bolsa e foi à praia. Não ouviu o badalar dos sinos, nem lembrou do café. Mas que falta fez o cigarro.

Nunca soube se naquele dia ele apareceu.

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