agosto 25, 2016

Hora de correr

Era com a certeza nos olhos que dizia que nossa amizade era a melhor. Que seríamos sempre melhores amigos. Do filme romântico à comédia trágica.

As gargalhadas vinham no automático. Quem mais no mundo teria uma história de cinema? E era só o ponteiro do relógio pensar em andar e mais se entrelaçava o destino. A cascavel vinha pronta para devorar a presa.

Poucas palavras, uma distância quase que não-natural e fechei os olhos. Ouvia cada palavra numa sinfonia de violinos desafinados. Eu, que pouco entendo de violinos, fiquei a assistir.

Uma goteira ao fundo do palco indicava perigo. Não estou mais seguro.

Tenho que correr.

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