fevereiro 25, 2014

Uma peça do destino

Lembro das suas mãos me abraçando
nas noites frias daquele calor intenso
O suor se esquecia em meio as carícias

Sonho com nosso próximo beijo
com nosso próximo encontro

agora só tenho o calor do cigarro
o destino nos pregou uma peça

fevereiro 19, 2014

o poder das estrelas

E a fumaça se dissolveu no ar
em meio as estrelas
uma delas se mexia

não entendi
mas agora me sinto bem

fevereiro 18, 2014

Certezas

E eu tento te esquecer
mas eu sabia que ia ser pra sempre

Conto de fadas

A última página foi roubada.
Não havia feliz para sempre.

fevereiro 16, 2014

Luz

a luz no fim do túnel ou a luz do avião pousando?

fevereiro 14, 2014

O reino da solidão

E era um reino solitário de grandes muralhas.

As festas traziam muitos convidados, que após as boas conversas e bebidas, iam embora. Era quase que uma exigência do rei. Ele gostava de ficar ali, se proteger e deixar que a vida o levasse em meio aos trabalhos que construíam sua fama de eficiência e bem feitorias. Ele era simpático, sorridente, mas estava sozinho.

Um dia, um convidado chegou de surpresa para passar algum tempo por ali. O rei experimentou pela primeira vez a sensação de não ver todos indo embora no primeiro dia. Algo o aquecia por dentro, mas ele, que nunca precisou demonstrar algo a mais, foi apenas deixando o hóspede ficar dia após dia ali.

Conversas, trocas de experiências, risadas. Claro que algumas desavenças aconteceram, mas nada disso atrapalhou a paz do reino, que até experimentava aquela sensação de convivência. O Bom Dia nunca antes recebido, as músicas de outros cantos, o sotaque.

Foram seis meses por ali. Era hora do hóspede, agora um amigo, confidente, sabedor de toda rotina, partir. Ele queria partir. Aquelas muralhas eram parte importante de um passado que não seria esquecido, mas havia ainda muitas terras para visitar e conhecer. O destino seguia com outros planos.

A solidão do rei, antes tão apreciada, agora era um prato estranho. Aliás, prato esse que sobrava na mesa. Era hora de voltar às velhas muralhas, com festas e conversas pontuais. O rei da solidão, pela primeira vez, experimentava realmente a solidão.

Ele não queria que o hóspede partisse. Continua não querendo, mas desta vez, a certeza é que os os portões do reino não poderiam mais fechar.

Que venham novas surpresas, velhas visitas e fiquem o tempo que quiser. A casa é toda sua.

fevereiro 12, 2014

Chaves

As chaves de meu destino estão em meu peito.

A liberdade de voar, sentir saudades, ir e vir estão em minhas mãos.

Que o destino nos leve. Que o vento carregue as dores.

Não quero

Como é que eu posso te esquecer
se o seu cheiro ainda está pela casa?

Fragilidade humana

E tudo parece tão besta agora.
Nossas brigas, nossas crises de ciúme.

Onde erramos?
Se o sentimento ainda existe, por que não posso te ter?

fevereiro 11, 2014

Distância

Não consigo sentir raiva.
Só dúvidas.

Por que a distância?

fevereiro 10, 2014

Acredito

Se a gente se gosta, por que não pode ficar junto?

Será que o impossível acontece?

Eu acredito.

fevereiro 07, 2014

Eu ainda te amo

Eu poderia escrever versos felizes de superação
Eu poderia falar todas as coisas boas que estão acontecendo na minha vida
Eu poderia falar sobre os meus amigos, o quanto são importantes para mim
Eu poderia gritar sobre meus projetos pessoais se realizando

Mas seria só para você ver. Eu ainda te amo.
(e não é pouco)