dezembro 08, 2014

Armadura

Trancado em minha armadura
pirilampos cochicham em minha cabeça

só os que eu escolhi

dezembro 02, 2014

Do cotidiano

De delicado amor
o cheiro do café
para combater a amargura da vida

Hora era manso
Hora era puta
Hora era nerd
Hora era o que quisesse ser

A vida sempre numa aventura
Eu, você e nossos sonhos numa bike
Pelo arco do triunfo

novembro 29, 2014

Tic-tac fatal

Seu silêncio é como faca.
Não deixe o tic-tac do relógio me cortar mais.

novembro 07, 2014

Da simpatia à primeira vista

Veio amável como quem não quer nada
Sorriu e a simpatia estava ali
Estampada

Dos seus olhos
Duas facas perfuram seu peito

Dos perigos ao álcool

Pega essa vodca e bebe
Mas se afasta

Você não sabe o perigo que corre

Maldade da carne

Posso sentir a energia de longe

Vem queimando feito fogo
Arde como pimenta
Coça sem graça como pó de mico

Como pode um olhar dizer tanto?

Incêndio no jardim

O incêndio que atingiu as flores do jardim
ainda traz a lembrança do pólen

Cheiro, rastro, cinzas
Tudo ainda está no mesmo lugar

outubro 29, 2014

Impulsividade

Impulsividade me dá medo
É a reação pela reação

O agir irracionalmente
Medida protetiva
Com consequências imprevisíveis

outubro 20, 2014

Idiotice

Destruir jardins
com medo que as flores não venham

outubro 18, 2014

Louco por você

Sinto falta do calor dos corpos
Do desejo dos olhares
Do laço das conversas

"Sou louco por você"

outubro 16, 2014

Céu sem estrelas

Já passa das 10 da noite
Céu sem estrelas
Muitas nuvens

Onde você está?

(esteja bem e volta para mim

Sinos

O badalar do tempo soa nos sinos da praça
Ecoa pela cidade
E mostra o peso de meus pecados

Sou um pecador?
Ainda espero os sinos tocarem

Grileiro

De tanto acreditar
Descobriu que já não era

O grileiro veio e tomou suas terras.

Vodca

Um copo de vodca
E a noite fecha
No vazio que começou

Meio copo vazio
Meio copo cheio

Meio copo sem resposta

outubro 13, 2014

Telefone

A voz que te traz alegria
lembranças
sentimentos

O sorriso que se ouve
A saudade que se sente


(volta logo)

Erros

Os erros se repetem.
E repetem. E repetem.

Erros de personalidade?
Proteção do destino?

Quando meus erros podem machucar outras pessoas.
O caminho apresenta falhas, mas nossa estrada não pode deixar de existir.

outubro 08, 2014

Não estava escrito nas estrelas

Parei na varanda
em meio aos cigarros insones da madrugada
E olhei as estrelas

Minha história não estava ali.
as estrelas não previram nada para mim.

Nossa história começou rápida, instantânea.
Por um segundo, não teríamos começado.

Foi na borra de café
que te vi escrito ali.

Dia frio

Dia cheio de neblina
Noite congelante

Um abraço quente
embaixo dos cobertores

outubro 07, 2014

O melhor amigo

Naquelas conversas
Em que mente
Se choca com a mente

Fumaça abaixo
Num cigarro
Consigo mesmo

outubro 06, 2014

Das fobias aos receios

Receio de um copo se quebrar
Um dia aconteceu, um copo se quebrou

Aderir a um copo de plástico,
uma garrafinha descartável
Nada disso rompe o medo do copo de vidro se quebrar novamente

Usemos então as louças
E deixe que o medo seja apenas um receio
Para um dia usar as verdadeiras louças de cristal

Enquanto o medo persiste,
a vida passa descartável

outubro 04, 2014

Frio

Da fumaça em meio à varanda,
me veio um arrepio na espinha

Hora de entrar.

Silêncio

Casa suja
Música alta lá fora
Nenhuma cerveja hoje

Prazos e mais prazos e prazos
Um pedido de paz

Silêncio lá dentro

outubro 03, 2014

loucura

Sombras me seguem
em meio a um quarto branco

manicômio?

Café, cigarro e o vício da caneta

Nunca recebi uma carta. Sempre passei horas debulhado sobre papel, caneta. Mãos manchadas de azul. No papel, sentimentos, pensamentos, conexões sem nexo e o mais puro eu.

Pensamentos proibidos que não estarão à vista do mundo. Apenas um, apenas um leria tudo aquilo. Chegar a minha essência não é privilégio de qualquer um.

E a cada verso sem resposta, dúvidas sobre o valor de tudo aquilo escrito e enviado. Como numa guerra, as respostas que não chegam trazem as dúvidas que não queríamos ter.

Faço um café amargo, fumo um cigarro e atravesso a madrugada em textos e mais textos. "De doce já basta a vida". Por que não levar isso como filosofia de vida? Me pergunto se tento adoçar a vida demais. Não sei dizer.

Certa vez, uma única resposta chega às minhas mãos. O café amargo caía em meus textos. Textos perdidos. Irrecuperáveis. O medo dali ficou. E se minha caneta, que tanto produzia, também destruísse os meus textos?

Parei de escrever por um tempo. Sem meus papéis e minha caneta, a vida parecia já não ter sentido. As bebidas perderam o gosto, a casa empoeirava, o banheiro era consumido pelo limo.

O quão amado você deve ser para merecer os sentimentos mais puros de alguém numa carta? A pergunta martelava em minha cabeça. Não seria eu digno de uma resposta?

Certa vez, conheci um garoto que me incentivou a fazer essa faxina na minha vida. Foram dias arrumando guarda-roupa, armários, tirando poeira, traças e esfregando os azulejos do banheiro. Numa dessas faxinas, achei lá meus papéis e minha caneta, que não demorou para querer se manifestar.

Registrava minhas viagens de ônibus, os passeios pela universidade, as experiências nos banquinhos da universidade, as conversas frente a praia. Minha mania de guardar coisas estava ali na minha caneta. Cada momento poderia virar um texto, uma lembrança.

A rotina café-cigarro-madrugada-texto voltou a acontecer. A guerra continuava. Minha caneta escrevia, o papel chegava a seu destino. É possível escrever cartas sem resposta? Pela primeira vez, passei a guardar textos em mim. Os que ainda iam para o papel eram guardados numa caixa esperando o dia que ganhariam a liberdade.

Certo dia, numa dessas escritas, o café novamente amargou o papel. Pendurei-o no varal, sequei-o e enviei. Ainda espero a carta que nunca chegou.

setembro 02, 2014

A lenda do sol

No início dos tempos, tudo era escuridão. A vida era em tribos, mas na hora dos perigos, era cada um por si. A vida era uma caçada nas sombras. O outro era mero interesse na própria sobrevivência.

Com a descoberta do fogo, um garoto tomou para si a missão de iluminar sua tribo. A grande surpresa veio ao enxergar o rosto das outras pessoas. Olhos nos olhos, como nunca havia sido. E todo dia, lá estava ele a acender fogueiras.

O fogo não durava muito. Logo vinham os ventos, as chuvas, a lenha acabava e o fogo ia embora. Mas ele não desistia. O dormir trazia o desejo de ver o brilho novamente. E todo dia, lá estava ele acendendo novas fogueiras. O fogo trouxe as manhãs. Juntar-se ao redor das fogueiras tornou-se um hábito.

Discutiam entre si, definiam estratégias, melhoravam suas vidas. Vieram os primeiros amores e, com o perdão da piada, à primeira vista. Mesmo com todas as dificuldades, o garoto jamais deixou de acender as fogueiras, mas o desejo se estendia. Mais do que ver o rosto das pessoas, ele queria ver o mundo.

As árvores, as paisagens, o relevo. Tudo se tornava objeto de intriga. A vida era uma guerra. Sua guerra era levar luz por onde fosse necessário. Com as experiências repetidas, ao mesmo tempo que inovadoras, veio a ideia de acender uma chama no ponto mais alto que pudesse alcançar.

Era o momento da partida. Seguir numa aventura para realizar seu sonho. No alto de uma colina, reuniu tudo aquilo que fizesse a chama mais forte que já havia feito. Com um pouco de materiais que acelerassem o processo de combustão, acendeu o fogo.

Chamas, fogueira, brilho e garoto se tornaram uma coisa só. Mesmo de longe, era possível ver aquela bola de fogo cortando o céu. O garoto nunca mais foi visto dentre a tribo. Mas reza a lenda que todas as manhãs, ele sai de trás das colinas para ver o mundo que sempre quis. Cada raio daquela bola de fogo é um braço seu acariciando o mundo. Mesmo dentre as nuvens, a missão se repete em todas as manhãs desde então...

julho 06, 2014

Telegrama da Guerra

Os bombardeios cessaram
mas o medo ainda era iminente

As notícias não chegavam
e a cada telegrama
vinha a esperança da materialização

materialização da presença
do desejo
do estar junto

mensagens vagas
curtas

um garoto atravessa a rua sozinho
com um copo de café vazio

junho 19, 2014

Das coisas mais lindas

Há menos de 24 horas
você estava do meu lado

Conversas, risadas,
transas quase sempre regadas a fumaça

Hoje nem o café tem o mesmo gosto.
Seis dias e eu volto para você

Te amo ♥

junho 09, 2014

Da casa à revolução

Sabe aquela preguicinha de férias que nada te dá motivação suficiente para se mexer? Estava assim há algum tempo. Queria mesmo ver minha casa arrumada, o movimento estudantil andando e o dinheiro entrando na minha conta. Determinação vai, determinação vem, e o que ia mesmo era o maldito cigarro.

A fumaça se misturando às nuvens e eu lá na varanda filosofando com o ar da graça de quem não gosta de filosofia. Os afazeres foram ficando de lado e a poeira se acumulando em tudo ao meu redor. Os armários estavam vazios e a geladeira cheia de coisas que bem - depois de meses - não estavam lá em condições de serem consumidas.

Após a coragem de atravessar a rua e fazer compras vir, era hora de guardar tudo e reorganizar a vida. Aí que me veio a surpresa. Gelo. Muito gelo. Não havia como guardar os congelados porque tudo estava com gelo demais (?). É, parece mesmo estranho, mas todo cidadão sem faxineira sabe muito bem disso.

Dias foram se arrastando e minha barriga empurrando aquele gelo adiante. Com uma visita dos meus pais - que agora vem me visitar, já que a preguiça me consome até para ir até eles -, ganhei algumas carnes nobres. Pronto. A situação estava insustentável. Desliguei a geladeira - já me esquecendo do que viria depois - e fui passear com eles.

Cheguei em casa já de noite. Não entendo o porquê de as geladeiras conterem uma função de "Degelo seco", se tudo - incluindo a própria e até a cozinha - ficam completamente encharcadas após o descongelamento. Vencendo a preguiça de algo que era completamente inadiável, juntei os panos e comecei a limpeza.

Tirei tudo de dentro e lavei as prateleiras. Eram alimentos vencidos, produtos abertos mas não consumidos, temperos que nunca utilizei e muita coisa que já não me servia. Recolhi tudo a um saco de lixo, reorganizei o que ficou e lá estava. Limpa, organizada e com espaço para novos alimentos que eu quiser. Tarefa vencida.

Não sei o que há de revolucionário em limpar a geladeira, mas talvez tenha sido a maior revolução que fiz nos últimos tempos.

(amanhã é hora de dar jeito no resto da minha casa - e quem sabe na vida)

junho 02, 2014

Leão

Quando você sai da boca do leão
mas ainda sente o bafo a seus pés

Corra

maio 20, 2014

Loucura

Pra quê você se presta a esse papel?
A guerra já não estava ganha?

Neste mundo de loucos,
minha felicidade soa como insanidade

Sigo feliz,
apenas.

maio 17, 2014

Mensagem na garrafa

No balançar das águas, uma mensagem na garrafa chega a uma ilha. Devagar, lentamente, um achado em meio as areias daquele lugar. A surpresa vem ao sacar a rolha. Brisa de outros tempos. Sorrisos de outrora. A paz da infância perdida no tempo. Tudo aquilo estava de volta.

Agora, atracada em um porto seguro, os velhos ventos voam livres para todo canto e retornam àquele que o liberta. Ligação criada apenas pela mágica de existir.

maio 13, 2014

Máquina de repetição

Criada para isso
a Máquina de Repetição vivia a repetir

Repetia erros
Repetia versos
Repetia ações

Um dia a máquina quebrou.

maio 11, 2014

Medo

Onde está a coragem?
A força para nunca temer o que vem por ai?

Me pego com medo
de viver coisas simples

maio 07, 2014

Café

Já já vou passar um café
para ver se o cheiro te traz pra mim

Acostumei

Vem dormir comigo
Vou te esperar o tempo que for

ilusão

Meus sentimentos não cabem numa caixinha

Cabem num coração
Num olhar
Num sorriso

Presentes não me iludem

Livre

E por que é que me vem um sorriso ao lembrar de você?
E vejo a fumaça se desfazer nas nuvens
E logo vem novas risadas
Sabe-se lá de que

As tardes e as loucuras que nunca tive
Apenas nós mesmos
E a liberdade que nos junta

maio 06, 2014

Super-heróis

Uma dupla
Vem e me mostra seus poderes
Nosso amor quase infantil

abril 30, 2014

Simples

Não precisamos de rótulos

Estamos juntos :)

Reciclagem

A relação chegou ao fim
Desgaste, dúvidas, sentimentos mal resolvidos

Ponho tudo na reciclagem
As músicas para a memória
Os momentos para o passado

Reciclar mesmo
Só quem eu sou

Me dá a mão que o tempo é só nosso

abril 28, 2014

O amor não vive de belas palavras

Sua putinha
Sua vagabunda
Sua quenga

Um sorriso
Um beijo

E era amor.

Estranhos conhecidos

Encontro à cegas
Não sei de onde veio
Não sei sua história

Um aceno
Um sorriso
Um beijo

Quanto tempo estamos juntos?
A empolgação de ontem
O tempo de uma vida

abril 23, 2014

Aquelas declarações tão sinceras

É amor
Amor dos fortes
Amor que não passa

Amor que fica marcado nas canções
Nos versos
E nas palavras que assumem novos sentidos

E depois se repetem
No seu próximo relacionamento

Você nunca soube o que é amar.

abril 20, 2014

Dúvidas

Nas mensagens cheias de carinho
um leve sorriso preenche o rosto

a alegria de outrora
que toma conta
preenche
enche

pena que não sei o que você realmente pensa.

abril 17, 2014

Energias perdidas por aí
que me desgastam

abril 13, 2014

brilho

Espelhos quebrando
quebrando
quebrando

O vidro continua brilhando

abril 07, 2014

Verdades Forjadas

O que são as tais verdades forjadas?
Mitos, metas, mentiras?

Não me engano.

março 30, 2014

Luzes vermelhas

Em meio a uma madrugada
Luzes vermelhas me gritavam

Acordei assustado.

Olhei pela varanda, tudo estava calmo.
No topo dos prédios, as luzes vermelhas me seguiam.

Aliens? Torres de controle? Um novo golpe militar?
As luzes vermelhas continuavam a me seguir.

fevereiro 25, 2014

Uma peça do destino

Lembro das suas mãos me abraçando
nas noites frias daquele calor intenso
O suor se esquecia em meio as carícias

Sonho com nosso próximo beijo
com nosso próximo encontro

agora só tenho o calor do cigarro
o destino nos pregou uma peça

fevereiro 19, 2014

o poder das estrelas

E a fumaça se dissolveu no ar
em meio as estrelas
uma delas se mexia

não entendi
mas agora me sinto bem

fevereiro 18, 2014

Certezas

E eu tento te esquecer
mas eu sabia que ia ser pra sempre

Conto de fadas

A última página foi roubada.
Não havia feliz para sempre.

fevereiro 16, 2014

Luz

a luz no fim do túnel ou a luz do avião pousando?

fevereiro 14, 2014

O reino da solidão

E era um reino solitário de grandes muralhas.

As festas traziam muitos convidados, que após as boas conversas e bebidas, iam embora. Era quase que uma exigência do rei. Ele gostava de ficar ali, se proteger e deixar que a vida o levasse em meio aos trabalhos que construíam sua fama de eficiência e bem feitorias. Ele era simpático, sorridente, mas estava sozinho.

Um dia, um convidado chegou de surpresa para passar algum tempo por ali. O rei experimentou pela primeira vez a sensação de não ver todos indo embora no primeiro dia. Algo o aquecia por dentro, mas ele, que nunca precisou demonstrar algo a mais, foi apenas deixando o hóspede ficar dia após dia ali.

Conversas, trocas de experiências, risadas. Claro que algumas desavenças aconteceram, mas nada disso atrapalhou a paz do reino, que até experimentava aquela sensação de convivência. O Bom Dia nunca antes recebido, as músicas de outros cantos, o sotaque.

Foram seis meses por ali. Era hora do hóspede, agora um amigo, confidente, sabedor de toda rotina, partir. Ele queria partir. Aquelas muralhas eram parte importante de um passado que não seria esquecido, mas havia ainda muitas terras para visitar e conhecer. O destino seguia com outros planos.

A solidão do rei, antes tão apreciada, agora era um prato estranho. Aliás, prato esse que sobrava na mesa. Era hora de voltar às velhas muralhas, com festas e conversas pontuais. O rei da solidão, pela primeira vez, experimentava realmente a solidão.

Ele não queria que o hóspede partisse. Continua não querendo, mas desta vez, a certeza é que os os portões do reino não poderiam mais fechar.

Que venham novas surpresas, velhas visitas e fiquem o tempo que quiser. A casa é toda sua.

fevereiro 12, 2014

Chaves

As chaves de meu destino estão em meu peito.

A liberdade de voar, sentir saudades, ir e vir estão em minhas mãos.

Que o destino nos leve. Que o vento carregue as dores.

Não quero

Como é que eu posso te esquecer
se o seu cheiro ainda está pela casa?

Fragilidade humana

E tudo parece tão besta agora.
Nossas brigas, nossas crises de ciúme.

Onde erramos?
Se o sentimento ainda existe, por que não posso te ter?

fevereiro 11, 2014

Distância

Não consigo sentir raiva.
Só dúvidas.

Por que a distância?

fevereiro 10, 2014

Acredito

Se a gente se gosta, por que não pode ficar junto?

Será que o impossível acontece?

Eu acredito.

fevereiro 07, 2014

Eu ainda te amo

Eu poderia escrever versos felizes de superação
Eu poderia falar todas as coisas boas que estão acontecendo na minha vida
Eu poderia falar sobre os meus amigos, o quanto são importantes para mim
Eu poderia gritar sobre meus projetos pessoais se realizando

Mas seria só para você ver. Eu ainda te amo.
(e não é pouco)

janeiro 16, 2014

Ainda te espero

Corre. Arruma as gavetas.

Joga o cheirinho no banheiro. Bota o sabonete com cheiro de sabão em pó na saboneteira.
Cortinas lavadas, cheirosas e abertas. O sol e a brisa do mar entram pela casa.

Rádio pronto com a nossa música.

Vem que estou te esperando.

Seja

O desejo de se entregar
de pertencer
de ser de.

Deixa a música

É o sentir. Bate, bate, bate no ritmo da música.
A música que não escolhemos, o ritmo que não escolhemos.

Ouça a música. Deixe que ela tome conta de ti.
O coração indicará o resto do caminho...