dezembro 21, 2012

Eu tenho que ir [x]

Era a chance de sair da tristeza.
Anos se passaram e aquele ardor  que embala desaparecera.

Olhos nos olhos, quase sempre num teatro do sexo.
Queria porque queria alguém. Alguém que não existia.

O teatro, regado quase sempre à cerveja e vinho, consagrava-se nos beijos.
Beijos curtos, empolgantes, libertadores e:

- Eu tenho que ir...

Um comentário:

Lorraine Paixão Lopes disse...

desapego. é isso que sinto ao ler teu poema. curti!

"teatro do sexo.
[...]

O teatro, regado quase sempre à cerveja e vinho, consagrava-se nos beijos.
Beijos curtos, empolgantes, libertadores e:"