março 01, 2010

Não à Nostalgia

Esse meu texto não vai ser sobre nostalgia.
Por que só escrevo sobre nostalgia?
O que o passado me traz?

Não entendo.
Mas também não quero entender.
As coisas mudaram nos últimos tempos.

Também não quero pensar no que perdi
ou deixei de fazer.
Se não aconteceu, nunca foi meu.
Não foi perda.

Estou sentado na janela do meu ônibus
e vejo a chuva começar a cair.
O sinal está vermelho e o veículo acelera,
sem se locomover.

E ver a chuva cair lentamente, fina,
sem pessoas passando na rua
me remetem àquilo à nostalgia.

Não quero! Já disse. Não quero!
Não vou falar de nostalgia.

O sinal abre.
Uma gota escorre pelo vidro do ônibus.
Deus me viu.

2 comentários:

Valdeir Almeida disse...

Legal sua poesia.

Interpreto-a assim: a única forma de não nos remetermos ao passado, é parar para vermos concretamente a beleza do que está no presente.

Gostei, Ricardo.

Abração e um ótimo dia pra você

Robson Schneider disse...

Nostalgia é algo que me acomete de forma seríissima eheheheh sinto nostalgia até por lugares que nunca fui.
Abração