fevereiro 27, 2009

História de amor

Nossa história
Escrita num papel de carta
O vento levou

Fim.

fevereiro 25, 2009

Encontros e Desencontros

Ele entrava pisando levemente pela sala. Aquele ambiente tão conhecido, agora parecia inóspito. Era como se fosse a primeira vez que estivesse ali.
Retratos de várias épocas de sua vida povoavam a sala. As lembranças corriam de um lado para o outro, trazendo memórias que apenas os porta-retratos podiam guardar: estáticas, felizes, eternas.
Esse efeito parece nos fazer porta-retratos, mas não somos.
Andando pela sala, um espelho ao fundo. Quem é ele?
- Eu sou você!
- Se você sou eu, quem sou eu?
A pergunta maldita. A pergunta tão temida. É uma pergunta sem resposta. Respondê-la ou mesmo só pensar em sua resposta, já cria desconforto, confusão e caos. O caos se organiza. Fim daquela vida. Para tudo há um novo início. Não é mesmo?
Os encontros e desencontros de si com o próprio mostram que o porta-retrato é falso. Os buracos entre uma foto e outra permitem inúmeras reflexões e vivências. O espelho não é capaz de refletir tudo isso. Nele, as coisas são inversas.
O mundo dos espelhos é aquele que só ocorre com ações de alguém que está fora dele? Ou será que as ações do nosso mundo só ocorrem se algo vier do espelho? Quem é reflexo de quem? Afinal, a qual dos mundos pertenço?
Se quem está no espelho sou eu, eu não posso ser ‘eu’ próprio e, portanto, não sou quem eu pensava que era.
Os minutos passavam. Eu via os porta-retratos girarem pela sala. Olhar para mim e ser apenas observador parecia estranho. Aquela conversa muda, as trocas de olhares e os imensos monólogos duplamente ditos traziam a estranha impressão de estar deixando para trás quem ele acreditava que seria eternamente.
Os espelhos parecem refletir a realidade mostrando quem a gente é. São hipócritas. Mundo ilusório, frágil. Eles mostram que não somos únicos, sempre haverá outro de nós.
Os segundos passavam. Ele não tinha mais tempo a perder. As tarefas do dia-a-dia o aguardavam. A ida e vinda de olhares parecia transmutar o ser que olhava os espelhos.
Como se ele trocasse de lugar com o outro, pega as chaves, abre a porta e sai seu velho corpo com uma nova consciência.

fevereiro 23, 2009

Mergulhe...

Ache suas respostas. Descubra o que busca.
Já vi pessoas que pularam de pontes e prédios procurando uma resposta.
Já vi pessoas que foram fundo em seus problemas até encontrar a solução.
Ache seu jeito. Mergulhe naquilo que você não entende.

fevereiro 22, 2009

A família capitalista no ódio pela matemática...

Acho que meu ódio pela matemática veio quando aprendi o valor de x e y.
Calcule juros, montante, gastos. Lucre.
Ele sempre me viu como uma máquina de calcular.
Eu sou uma tentativa de expansão dos lucros.

fevereiro 21, 2009

Promessa dos 15 anos

Ao passado que deixo pra trás, prometo mudar a partir de agora. O juramento se faz aos 15 anos, não porque essa seja uma idade em que me considero crescido, mudado ou adulto, faz-se da necessidade de mudar, de ser eu, de impor respeito.
Prometo buscar respostas àquilo que não entendo, correr atrás dos sonhos que desejo, não me arrastar por um grande amor. Não vale a pena. As pessoas não valorizam o que vem de graça.
Prometo ser justo, amigo ou traiçoeiro, de acordo com o merecimento alheio.
Prometo reviver a imagem dos meus ídolos que já se foram e não deixá-los esquecidos. Alimentar-me das coisas e valores que acredito. Viver intensamente.
Prometo viver a liberdade utópica, mesmo que isso signifique ser prisioneiro de mim mesmo.