Se você quisesse fugir? Para que lugar iria? Penso nisso há alguns anos...
Talvez nunca tivesse chegado há uma conclusão verdadeira. A Pasárgada de Manuel Bandeira talvez, mesmo mentalmente falando, seja totalmente ilusória.
Tento me refugiar nas músicas. Só tento. As coisas caminham fluídas e falhas. É como um rio com pedras estrategicamente posicionadas.
Em alguns vocais, encontro o grito para minha tristeza. Aquela coisa de ouvir de fora, algo que está gritando //para// internamente a você. Sinto-me melhor, mas as respostas já não me servem...
Eu não preciso exaltar minha tristeza para eliminá-la. Ela apenas se camufla. Logo volta.
Mudo para uma música nacional, alegre, dançante. O ritmo guia a mente e parece que meu lugar de fuga começa a se garantir. Ouço a letra...
Não. Não é aqui.
Paro realmente por instantes e penso que Pasárgada é utopia. Enquanto escrevo isso, um pseudo-relato nesse blog, meu winamp toca Legião Urbana.
O que me lembra Legião Urbana? Quantas coisas. Deixo a musica me tomar momentaneamente. Vejo uma cidade. Uma cidade que eu nunca vi, mas que posso imaginar. Via nas cartas que recebia.
Quero fugir para lá. Rápido. Corro.
Compro a passagem.
Chego. Continuo em busca de Pasárgada...